Tempo

Fico, amor,

à espera dos teus beijos.

Limito-me,

nesse tempo,

a ver abrir o dia

a ouvir crescer a erva

a escrever versos rápidos e desenfadados

a contar bolboretas verdes -ou azuis-

a acariciar gatas com olhos de névoa

a sonhar com paraísos desertos

a repetir em silêncio

como um mantra infinito

poemas de amor desesperados

(já quase gastados, de tam repetidos)

a sorrir,

para ti.

Enquanto espero.


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s