A ciclogénese que roubou os últimos dias do verao

Queria entrar no outono nos bicos dos pés, silenciosa como umha bailarina e elegante como um ouriço. Queria entrar nele quase sem se aperceber e surpreender-se um dia ao ver as árvores sem folha. Queria desfrutar das últimas carícias do sol antes de se mergulhar no reino da chuva. Nom queria que a despedida fosse abrupta e inesperada. Mesmo que assim tivesse direito a ver o arco-íris de manhá cedo quando saía a correr. Apesar do cheiro intenso da terra molhada, da luz mágica que precede a trovoada, da chuva a molhar a sua pele. Nada disso conseguiu compensar a sensaçom de perda e ficou com a pena imensa de quem vê a morte das borboletas. 


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