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Poeta de meia-noite

Se pudesse, estaria o tempo todo a escrever versos para ti. Umhas vezes, para esconjurar tristezas, para velar os teus sonhos ou para chamar o sono nas noites de insónia. Outras vezes -confesso-, quando nom estás, para fazer que o tempo passe mais rápido; ou para matar saudades; ou para que te encontres com umha surpresa linda ao acordares do outro lado do mundo. Outras, quando, de repente, por qualquer situaçom quotidiana, me apercebo do quanto te amo e me arrepio toda, como se todo o amor que sinto nom me coubesse na alma. E outras, ainda, só pelo prazer de dizer-te que te amo. Como agora.


Tempo

Fico, amor,

à espera dos teus beijos.

Limito-me,

nesse tempo,

a ver abrir o dia

a ouvir crescer a erva

a escrever versos rápidos e desenfadados

a contar bolboretas verdes -ou azuis-

a acariciar gatas com olhos de névoa

a sonhar com paraísos desertos

a repetir em silêncio

como um mantra infinito

poemas de amor desesperados

(já quase gastados, de tam repetidos)

a sorrir,

para ti.

Enquanto espero.